O que me deixou muito revoltado no primeiro Grenal deste ano foi o fato do Grêmio ter entrado caminhando em campo. Ontem mesmo, pela manhã, fiz um vídeo onde falava que a principal mudança deveria ser na vontade do time em campo, pois o time do Grêmio é MUITO superior ao medíocre time do Inter. Não duvidem se eles passarem todas as rodadas do Brasileirão na zona de rebaixamento.
Mas vamos ao passeio, ao banho de bola, ao chocolate, ao “arrodião”…
O Grêmio entrou em campo para ganhar o Grenal, desde a saída de bola se via um comportamento diferente por parte do time, não perdendo divididas e fazendo valer o alento da torcida, que lotou a cancha. A Arena pulsou e não deixou em nenhum momento que o time relaxasse em campo.

O Grêmio entrou para ganhar e o Inter só para dar pontapé.
Mesmo antes da expulsão do fraquíssimo Bernabei, o Grêmio já dominava a partida e o gol era questão de tempo, e acabou acontecendo logo em seguida com um chute carinhoso na bola do Enamorado, fazendo com que a apaixonada torcida tricolor explodisse em êxtase.
Amuzu estava com fome, com fome de bola e destruiu o sistema defensivo do time de vermelho, zombando dos zagueiros e laterais com jogadas sempre ofensivas, mas com a leveza espiritual de um poema do Jalāl al-Dīn Muḥammad Rūmī, conhecido como Rumi. O gol dele foi uma aula de velocidade e técnica.

E, claro, não podia faltar o gol do nosso Carlos “Cheira a Gol” Vinicius, que num passe do Amuzu deu um toquezinho na bola fazendo-a passar levemente por sobre o corpo inerte do “pecho frio” Rochet. Fico pensando naqueles que queriam esse frangueiro no Grêmio.
Os guris Gustavo Martins e Viery colocaram o tal de Borré no bolso.
Que domingo de Grenal vivemos!
Coletivamente é a segunda partida na sequência onde o Grêmio apresenta um bom futebol, o que nos dá a esperança de que estamos crescendo e atingindo um padrão de jogo competitivo e vencedor, para isso é preciso manter e buscar a vitória no próximo final de semana na casa deles. Para mim ganhar Grenal é muito mais importante do que ser campeão gaúcho, então: PARA CIMA DELES GRÊMIO!

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.