Eu vi algo diferente na vitória do Grêmio contra o São Paulo na Arena neste sábado.
Vi, que apesar da bagunça tática que o técnico Luís Castro insiste em manter, fazendo o time jogar sem ninguém armando, os jogadores estão batalhando mais pela bola, mesmo que ainda não saibam o que fazer direito quando ficam com ela, e isto, ter vontade e correr, é 50% de chance de sucesso para o nível de futebol que se joga aqui no Brasil, mas ainda faltam os outros 50%, que é ter um esquema de jogo que possa fazer os jogadores se aproximarem, triangularem e não jogarem apenas de forma reativa, muitas vezes dando balões para o outro lado do campo.
Vi o Grêmio se defendendo melhor, e isto é um bom avanço sim, tanto que o gol do São Paulo surgiu de uma falha individual, mas ainda falta bastante para termos consolidado um bom sistema defensivo.
Vi um juiz que picou o jogo todo, qualquer contato nos jogadores do São Paulo ele marcava falta, principalmente no 1º tempo, e o mesmo contato nos jogadores do Grêmio, ele mandava o jogo seguir.
Vi o Pavon fazer o 2º gol de falta (desta vez com a ajuda da barreira) em 2 partidas consecutivas do Grêmio, desafio os estudiosos a lembrar quando foi que isto aconteceu pela última vez? Mas que siga assim, o esforçado Pavon contribuindo com gols decisivos. A torcida gosta de quem se esforça, e isto é justo.
Vi abandonarmos o Z4, e isso é importante para dar tranquilidade ao time.
Mas vi principalmente o surgimento de um novo ídolo, o zagueiro Wallace.
Veio do CRB de Alagoas, tem só 21 anos, joga de cabeça em pé e camisa para dentro do calção, zagueiro raiz, como tanto gostamos por aqui.
Além de fazer o gol de empate, tomou conta da zaga, orientando os companheiros como se fosse um veterano.
Por ser jovem, irá falhar algum dia, mas tem tudo para se tornar um grande zagueiro e ídolo da torcida.
Que a noite de Porto Alegre e os nossos tradicionais Xis não o desviem do caminho. Que baita jogador o Grêmio encontrou.


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.