Já que é final de semana dos dias dos pais, vai aqui uma aventura minha com o meu ídolo.
Começo dos anos 80, mais precisamente inverno de 1981, numa Porto Alegre de calças boca de sino e orgulhosa de suas referências futebolísticas diferentes do resto do país, quase uma extensão do futebol argentino e uruguaio, assim era o início da minha adolescência, fanático por futebol, canhoto, baixinho e atarracado.
Nesse ano, a prefeitura organizou um torneio de futebol entre as escolas da cidade, e nós, estudantes da Escola Estadual Infante Dom Henrique resolvemos montar um time e participar desse campeonato, assim o professor Dorinho, que havia jogado no S.C.Internacional nos anos 60, montou a seleção do colégio e nos inscreveu para o torneio.
E chega a data do primeiro jogo, contra o Odila Gay da Fonseca. Marcamos de nos encontrarmos no colégio e de lá irmos para o campo onde seria realizado o jogo, atrás do Jockey Club, coisa de uns 6 km de distância, o Professor Dorinho ficou de nos encontrar lá. Na hora marcada, 16 “atletas” estavam na frente do Infante Dom Henrique e, apenas meu pai, meu sempre parceiro, estava de carro. Ele não perderia por nada ver o filho jogar.
Ir a pé, 6 km, antes de jogar, e logo contra o Odila, que era famoso por ter alunos com larga experiência, ou seja, a maioria repetente de vários anos, seria um desastre. Então, meu pai, o “seu” Vilson, não teve dúvidas, colocou os 16 guris dentro do Passat e fomos para o jogo.
Chegando lá, o time do Odila realmente era composto por jogadores muito maiores que nós, e com faixa etária superior também, nosso mais velho era o Maiatto, centroavante trombador, que estava a 3 anos fazendo o 2º ano do 2º grau (como se chamava o ensino médio na época), que tinha 18 anos. Eu tenho certeza que vi um gurizinho chamar o zagueiro deles de papai!
Ah, eles tinham torcida também, inclusive com instrumentos e bandeiras, e nós, na nossa torcida somente o “seu” Vilson, meu pai.
O jogo foi uma batalha, daquelas típicas da várzea gaúcha, e logo cedo abrimos o marcador, e o nosso único torcedor, enlouquecido, começou a provocar a torcida adversária e sozinho conseguia calar inclusive o mais furioso tarol (instrumento de percussão).
Tanto gritava o “seu” Vilson que no final do primeiro tempo, o juiz do jogo, que era federado e tinha uniforme (eu nunca tinha jogado com um juiz de uniforme), se dirigiu até o meu pai e pediu para ele se acalmar, pois caso contrário ele teria que pedir para ele se retirar, para evitar uma confusão, óbvio que não adiantou e no segundo tempo ele gritou o dobro.
No final do jogo, por uma dessas coisas que só o futebol pode proporcionar, nós fizemos mais um gol, de falta, desse canhoto que vos escreve, e ganhamos o jogo dos “gigantes” do Odila. No final do jogo, corremos todos para a torcida, ou melhor, para o nosso torcedor e jogamos ele para cima.
No domingo seguinte, mais pais foram de carro para levar-nos ao próximo jogo, mas não iríamos brincar com essas coisas, e lá fomos, os 16 dentro do carro do meu pai, e assim foi até o último jogo que participamos do campeonato, quando fomos desclassificados, num domingo de chuva que o “seu” Vilson estava rouco e sentimos a falta do apoio da torcida.
Conta para a gente a tua melhor aventura com o teu pai e concorra a uma camiseta desenhada pelo Artista Pancho.
Mas além de escrever a história tem que curtir essa postagem e compartilhar marcando 2 amigos.
A melhor história será escolhida pelos integrantes do entrevero.com.br

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.
Fui com meu pai no Grenal dos banheiros no beira rio.
Um sufoco para entrar, um horror e meu velho sempre calmo.
Um pouco antes da confusão ele saiu do meu lado dizendo que iria ao banheiro.
Quando eu vi que estavam queimando os banheiros fiquei desesperado. Olhava para todos os lados para ver se via o Velho e nada.
Aí, vejo calmamente descendo a arquibancada, ele, com as mãos no bolso, como se nada tivesse acontecendo.
Eu tinha uns quatro anos e acompanhava os jogos pelo rádio. E em castelhano.
Meu velho um uruguaio torcedor do Peñarol me chamava para escutar os jogos do seu time do coração.
Era um rádio Transglobe de 9 ondas, grande, preto e que ficava em cima da mesa da sala.
Mas antes, eu tinha que ir no armazém da Dona Irma buscar um vinho.
O velho e ruim vinho da marca Bom dia. Um vinho tinto seco.
E ali eu ficava junto ao rádio enquanto ele saboreava aquela bebida amarga, e ele me falava dos jogadores e o quanto adorava o Spencer um negro forte e de bom futebol.
A cada gol o volume ia ao máximo. GOLOOOO!!!!.
“Viu Pancho isso é futebol”, assim falava me pai.
E ríamos e brincávamos a cada gol do Peñarol.
Obrigado PAI por me mostrar a magia do futebol.
Recordações……
Comecei a ir aos jogos no Olimpico nos anos 50, com 6 anos de idade.
Meu pai e seu inseparavel companheiro de futebol, que atendia pelo.nome de Lu picinio Rodrigues resolveram levar os filhos, o Lupinho e eu, que reg ulavamos de idade.
Eles iam aos jogos juntos desde os tempos da Baixada e , sendo o Olimpico bem mais confortavel , começaram a nos levar.
Sentavamos no canto direito de quem entrava nas soc iais..Naquela época havia 1 ou 2 jogos preliminares, dos campeonatos de juvenis e aspirantes.
Passavamos as tardes de domingo no Olimpico.
Meu pai era ator e diretor de teatro, Ribeiro Cancella e tinha um grupo de amigos gremistas do meio artistico; Lupi, Antonio Amabile (Pira tini) e seu irmão Henrique Amabileo,(que chegou a ser vice-presidente do Gremio), Carlos Nobre(que me deu minha primeira camiseta do Gremio, quando fiz 2 anos), Cândido Norberto entre outros.Mas seu companheiro para assistir os jogos era o Lupi, cuja importancia para a musica brasileira eu nem cogitava nessa tenra idade.Nem que era o autor do nosso hino.
Creio que aí comecou a minha paixão pelo Gremio, que só aumentou com o passsr dos anos.
O JOGO NÚMERO UM DA MINHA VIDA, NO OLÍMPICO, FOI AO LADO DO MEU PAI.
Meu pai nunca foi muito ligado em futebol. Eu aprendi a ser gremista com uma senhora que trabalhava na casa dos meus pais. Ela era uruguaia. Morou em Bagé onde virou Grêmio Bagé. Veio pra Porto Alegre e só podia ser gremista. Mas o meu pai. Ele era desligado do mundo da bola. Porém, em 1982 foi viajar para Minas Gerais a trabalho. Era dono de uma fábrica de móveis. Quando voltou eu disse: Pai, vamos à final do campeonato brasileiro! Compra os ingressos. Naquele ano, o Grêmio tentava o bicampeonato diante do Flamengo. Havíamos vencido no ano anterior. Grêmio 0x1 Flamengo foi o meu primeiro jogo no velho casarão. Mas jamais esquecerei. Pois estava ao lado do meu maior amigo. Meu herói. Meu pai. Perder foi o que menos importou. É claro que a tristeza bateu, mas o sentimento de ter o meu pai ao meu lado me fez voltar bem para casa. Ainda mais que o vice-campeonato nos levou à Libertadores 1983 e aí todos sabem…. Nós somos campeões da América.