EMPATE IMORTAL

Quando se faz o planejamento no começo do campeonato, o jogo contra o Flamengo, no Maracanã, nos tempos atuais, se coloca a derrota como previsão. Qualquer coisa diferente disto é lucro e isso serve para todos os times do brasileirão.

O irônico do jogo foi que o Grêmio armou um retrancão, homenageando técnicos históricos do Rio Grande do Sul, que nos anos 70 e 80 armavam os times quando jogavam contra a dupla Grenal para não passarem do meio campo, e se, por uma daquelas coisas do futebol, desse a oportunidade de ter um contra-ataque, fazer um mísero golzinho. Pois bem, o gol do Flamengo saiu no único momento que o Grêmio, atabalhoadamente passou do meio do campo e tinha aquela chance única de contra-atacar e claro, tropeçou na bola.

Mais uma partida sofrível do Tricolor, sem trocar três passes, com a bola queimando os pés de alguns jogadores, tudo se encaminhando para uma derrota justificável contra o melhor time do campeonato, eis que, ela, a IMORTALIDADE deu seu ar da graça e provocativamente fez de um lance do Pavon, que minutos antes tinha dado um chute medonho de feio, um pênalti. Um pênalti para o Grêmio dentro do Maracanã contra o Flamengo. Essa tal de IMORTALIDADE sabe ser irônica.

Volpi, que havia feito duas defesas impressionantes durante o jogo, bateu o pênalti com uma categoria típica dos grandes atacantes.

Ponto importantíssimo, ponto improvável, ponto imortal.

Foto: Maga Jr

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