Não irei falar do 1º tempo do Grêmio no jogo de ontem contra o São Paulo, o time errou demais e não conseguia trocar 3 passes. Já escrevi que o Grêmio não sabe propor o jogo, tendo que jogar reativamente. Mas mesmo assim, o time fez o gol que proporcionou jogar esperando o São Paulo e jogar no contra ataque.
A equipe do Grêmio, apesar dos seus desfalques, tem mostrado uma responsabilidade tática impressionante, para quem olha do último andar da Arena, observa claramente que os jogadores estão alinhados como numa engrenagem de um relógio, e o time adversário só teve oportunidades quando alguma das peças (jogadores) não cumpriram sua parte. Chega ser um balé defensivo.
O Mano trancou a porta e colocou um cadeado enorme, lembrando o velho esquema do catenaccio.
“O catenaccio é uma tática de futebol conhecida mundialmente pelas suas características defensivas e pelo pragmatismo. Por isso, muitos especialistas defendem que o catenaccio não é bem um sistema tático, mas sim uma estratégia de jogo ultradefensiva que se caracteriza pelo excessivo recuo dos defesas e, até mesmo, dos atacantes para dentro da sua própria área. E esta estratégia volta-se a duas prerrogativas fundamentais: solidez defensiva e velocidade no contra-ataque.

Em italiano, catenaccio significa literalmente “porta trancada”
O catenaccio teve origem na década de 1930, utilizando-se as ideias do ferrolho suíço, “inventado” pelo austríaco Karl Rappan, treinador do Grasshoppers e mais tarde da Seleção Suíça. Contudo, foi na Itália que este sistema se “espalhou”.
E no 2º tempo, ai sim, foi uma aula de futebol coletivo, onde o São Paulo escapou de tomar mais gols. Sim, o coletivo é composto por individualidades, e o Grêmio, ainda mais com tantos desfalques, tem jogadores limitados tecnicamente, mas mesmo assim, se aplicando dentro do sistema colocado pelo Mano, estão conseguindo suprir essa carência técnica com a rotina tática.
Fazia um bom tempo que eu não saia tão feliz da Arena, como o sono é mais leve quando o Grêmio ganha e, joga bem.
Cada vez mais perto dos 45 pontos.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.