Assistindo Fortaleza X Grêmio ontem me lembrei do tempo de faculdade de direito na PUC, tínhamos um time que se chamava “Jus Bebuere”, algo como direito de beber em latim vulgar, mas em muitos finais de semana, nos reuníamos para jogar entre a turma da aula, turma 489 e depois, é claro, tomar aquela cerveja e comer um bom churrasco, quase sempre assado pelo colega Guima.
Tenho certeza que após o jogo, os jogadores do Grêmio e do Fortaleza se reuniram para comer um churrasco e para comentar e rir da pelada que jogaram num campo que, com certeza, era pior do que o que a gente jogava, que potreiro esse gramado do Castelão.
Nossos goleiros, da faculdade, Soneca e Bothona, também tomavam gols divertidos como os de ontem, enfim, foi uma horrorosa pelada, uma pelada braba, que lembrou muito este meu tempo de faculdade. Pobre Arthur, o do Grêmio é claro.

Mas também, por uma daquelas conspirações típicas do desenho que via quando meu filho era pequeno no início dos anos 2000, Pink e o Cérebro, talvez esse empate, que deixou o Fortaleza ainda vivo na briga pela fuga do rebaixamento, tenha alguma utilidade em um futuro breve, se é que vocês me entendem.
Com esse empate, para mim, o Grêmio se escapou desse perigo, não matematicamente, é claro, mas abriu 7 pontos do Z4 e faltam apenas 5 jogos. Essa briga começa pela equipe que está com 37 pontos, talvez ai esse empate com o Fortaleza possa ajudar em algo maior que só o Cérebro do desenho possa ter vislumbrado.
Que pelada braba!
Que o empate sirva para propósitos maiores.
Agora é usar a data Fifa para organizar um pouco mais essa bagunça tática e o Odorico Roman começar a melhorar, e muito, o nosso grupo de jogadores, com pelo menos 5 titulares indiscutíveis, e se desfazer de um monte de pernas de pau, que com certeza, teriam que disputar vaga no “JUS BEBUERE”.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.