Faltou inspiração para o Grêmio hoje na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo, porém, não faltou transpiração para a equipe em campo. É um ditado popular que se encaixa perfeitamente na partida do tricolor gaúcho fez perante aos 35 mil torcedores que lotaram a Arena na tarde deste sábado. Como todos sabem, o time gremista tem muitos problemas quando se trata de qualidade técnica, mas sobre garra e vontade de vencer. Apesar do time limitado, isso está fazendo toda a diferença para alcançar para se alcançar o resultado positivo

Enquanto o São Paulo abriu o placar com um gol contra de Gustavo Martins, o zagueiro Wallace e Pavón anotaram os gols da remontada do tricolor gaúcho. Com a vitória, o Grêmio saiu do Z4 do brasileirão, subindo para a 14° posição na tabela de classificação. No próximo domingo o time gremista volta a campo para encarar o Atlético Mineiro, às 16h, em Belo Horizonte.
Técnico do Grêmio salienta força do grupo de jogadores

Diante de derrotas com atuações ruins após a volta da Copa do Mundo, o Grêmio acabou entrando na zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Pressionado, o técnico Luís Castro teve seu trabalho muito questionado. Na entrevista coletiva, o treinador gremista salientou a força dos jogadores no vestiário.
“As vitórias geram esse aumento cada vez maior de energia. E nós, quando queremos recuperar uma equipe, quando ela perde, é muito difícil recuperá-la. A equipe, por muito bem que ela esteja, quando ela perde, ficamos a meio caminho dessa recuperação. Os jogadores transportam uma energia, uma competitividade grande, fruto daquilo que se sente internamente, fruto da estabilidade que temos internamente, fruto da forma como nos fechamos internamente e fruto da energia que vem de fora, do torcedor e do apoio da nossa direção”, disse.
Ainda sobre as derrotas em sequência do Grêmio em partidas anteriores, o comandante da casamata do tricolor gaúcho explicou que mudanças táticas e na postura dos jogadores eram fundamentais para sair daquela situação. De acordo com o técnico Luís Castro, era necessário ter convicção na maneira de como iria colocar o time em campo.
“Os treinadores estão nos clubes e as equipes técnicas estão nos clubes para tomar as medidas que ponham as equipes no caminho certo. Eu acho que estamos nesse caminho, estamos em um caminho de consolidação. Por isso é que eu não mudei a equipe de um jogo para o outro, do último jogo da Copa para agora, quis dar continuidade à equipe e dar essa consolidação, só não fizemos com o Amuzu, porque ele não apresentou condições para iniciar o jogo”, afirmou.

Embora não seja o ideal, o Grêmio a utilização de três volantes foi a opção escolhida pelo treinador para preencher espaços no meio-campo. Castro justificou que era necessário ter resguardos defensivos diante das dificuldades que os adversários aplicavam contra o tricolor gaúcho. No entanto, não descartou uma formação mais ofensiva no futuro.
“Temos essa opção com um meia, agora é uma opção de mais risco e enquanto não estiver bem consolidada, é um atrevimento da minha parte de partir para essa. Nós jogamos com o meia durante alguns jogos e a verdade é que os números são claros. Vocês da imprensa analisam os jogos e certamente analisam os dados. Todos os jogos vos dão aquilo que é evidente, a posse de bola da equipe, o número de oportunidades. Hoje, com esses três volantes, tem números muito melhores. Essas são as evidências”, ressaltou.