
O Internacional não apresenta um futebol brilhante. No entanto, a transpiração mostrada pelos jogadores em campo se sobrepõe as limitações técnicas da equipe. A goleada colorada por 3 a 0 contra o Botafogo foi construída durante os 90 minutos. Marcando forte e impondo o ritmo de jogo, o torcedor viu o time treinado por Eduardo Baptista que é possível permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro para a próxima temporada diante da demonstração na partida.
Matheus Bahia, Juninho e Bernabei anotaram os gols da vitória colorada. Com o resultado, o Internacional chegou aos 35 pontos na tabela de classificação, saindo do Z4. A equipe colorada viaja até o Rio de Janeira para encarar o Fluminense, na quarta-feira, às 19h30, no Maracanã.
Treinador do Inter é pragmático na metodologia de trabalho

Embora a derrota para o Mirassol tenha levantado muitas dúvidas em relação ao time do Inter, as circunstâncias da partida também devem ser considerados. De fato, os erros individuais foram cruciais para o resultado. Porém, em campo já haviam mudanças – sobretudo de postura. Na entrevista coletiva, o técnico Eduardo Baptista comentou sobre a metodologia de trabalho no vestiário. De acordo com o treinador, uma boa conversa com os jogadores é parte fundamental.
“Eu não sou encantador de serpente. Não tenho uma falatória bonita. Eu trabalho. Eu falo: é isso que eu quero, é isso que eu vou fazer e vamos pra campo. Essa semana eu sabia que a gente ia construir coisas boas. O resultado foi ruim, mas o que eu colhi lá em Mirassol me deu bastante esperança. Mesmo sabendo das dificuldades, dos desfalques. E é um grupo que tem acreditado. E não é só em mim, não é em mim. Acreditado em si. Que é possível. E é legal ver isso. E também é importante saber que nós não resolvemos o nosso problema ainda”, afirmou.

Sobre a vitória importante contra o Botafogo, o comandante colorado explicou que o time usou uma de suas principais qualidades: o vigor físico em campo. Sendo o futebol um esporte de contato, faz muito sentido que o treinador use as características dos jogadores que tem em mãos. Segundo Eduardo Baptista, achar um equilíbrio entre defesa consistente e criação ofensiva demanda uma noção de que o futebol é coletivo.
“Primeiro, comportamento. A gente aumentar o nível. O que eu falo para eles: o adversário tem que se movimentar muito para escapar da nossa marcação. A gente incomodar. Não é ser desleal de maneira nenhuma, mas um time viril, ser intenso e ter o equilíbrio. A gente vem conseguindo. Podemos melhorar. O primeiro gol nosso é uma essência do que é esse sistema. É o ala direito cruzando para o ala esquerdo. Os alas, na fase ofensiva, são os dois pontas. Isso me ajuda bastante a eles acreditarem ainda mais”, disse.