A ebulição do processo político do Grêmio

Algumas semanas atrás, em um churrasco de confraternização, um amigo e ex-conselheiro do Grêmio me confidenciou a razão pela qual não participa mais da eleição do clube: diferentemente da política tradicional, tu não sabe quem é situação e oposição. Isso inclui as contradições. O que isso quer dizer?

Obviamente que administrar um time de futebol é muito diferente de um país inteiro – que influência na vida de todos, nisso não há comparação. No entanto, a paixão por um time de futebol movimenta as massas. E isso não pode ser ignorado. Um clube de futebol é uma instituição associativa, sem fins lucrativos, com os sócios escolhendo os representantes para ocupar cargos importantes que definem os rumos do clube, tanto dentro quanto fora de campo.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O resultado dentro de campo é essencial

Responsável pela aquisição da Arena, o empresário Marcelo Marquespan se tornou uma verdadeira celebridade entre os torcedores. E não sem razão, já que a atuação do novo mecenas gremista é um sopro de esperança diante das dificuldades para gerir um clube de futebol atualmente. São tempos de inflação no esporte bretão.

Mesmo que se tenha boas ideias, para assumir um cargo relevante como Presidente do Grêmio é necessário ter jogo de cintura. Para isso, é importante se cercar de pessoas que entendam como funciona a engrenagem de um clube de futebol. Entender que haverá cobranças, caso os resultados não aconteçam, é fundamental. Mais importante que isso, saber lidar com as críticas é imprescindível. Assim sendo, ter força entre os conselheiros é necessário. Ter o traquejo político é parte da função para administrar o tricolor gaúcho.

Provavelmente, a cartada de Marcelo Marquespan também serviu para colocar os holofotes na eleição para o Conselho Deliberativo do Grêmio.

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