E o que parecia impossível, aconteceu. O Inter precisava vencer o Bragantino e contar com o tropeço de pelo menos dois de três adversários para se livrar do iminente rebaixamento.
O time escalado por Abel estava equilibrado. Ainda que precisasse da vitória, Abel escalou dois atacantes e três volantes, deixando Alan Patrick mais recuado, para armar o meio campo. Acertou em cheio.
Apesar do domínio do jogo o Inter não criou muito na primeira etapa, acertando uma bola na trave. Os resultados dos jogos de Fortaleza e Ceará não ajudavam, deixando antever que a sorte do Inter estaria selada.

Mas o futebol é surpreendente. No segundo tempo o Inter melhorou seu potencial ofensivo e abriu o placar com um gol de Mercado, um dos poucos jogadores com garra e profissionalismo exemplares, em uma falha do goleiro do Bragantino.
A sorte parecia estar mudando. Alan Patrick converteu o pênalti sofrido pelo Internacional em um momento crítico. Abel, o iluminado, promoveu duas mudanças para aumentar o poder ofensivo, pois talvez dois gols de diferença não fossem suficientes.

E justamente a dupla que entrou resolveu. Ricardo Mathias fez um lançamento primoroso, na medida certa, para Carbonero escapar em velocidade e marcar o terceiro em um contra-ataque fulminante. Os outros rivais tropeçaram.
Em resumo, o time respondeu bem e os resultados ajudaram. O ano foi salvo, mas o Inter merece muito mais. Essa direção incompetente deveria ter a grandeza de renunciar, permitindo a reformulação necessária para o Colorado não passar mais por esse desespero.
ABEL, ABELÃO, ABELAÇO!