O Inter entrou em campo ontem, para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro, com modificações substanciais em relação ao time que vinha jogando. O meio campo com três volantes, sem armador, e três atacantes na frente, parecia uma salada de frutas.

Foi um jogo confuso. O Inter jogou sem armador. Apesar de jogar com três volantes, o time conseguiu criar chances, que foram desperdiçadas, como de costume. O gol veio em um lance de sorte, contando com a infelicidade do jogador do Santos, ao desviar a bola de cabeça contra o próprio gol.
O Santos pouco criava e chegou ao gol de empate através de um pênalti desnecessário (mais um), cometido por Vitinho. A entrada de Carbonero, quase no final do jogo, potencializou o ataque colorado, sendo dele o gol da vitória, em lance individual.

Duas coisas chamam atenção: a falta de convicção de Pezzolano, quanto à escalação do time, e a necessária titularidade de Carbonero, o único jogador capaz de partir para cima do adversário em busca do gol.
Para mim ficou claro que o Inter precisa de equilíbrio, especialmente no meio de campo. Talvez uma formação com Villagra, Paulinho e Allan Patrick possa dar mais consistência ao meio.

Para jogar com três atacantes é preciso ter um meio de campo consistente que marque forte e auxilie na armação. Gostaria de ver o Inter jogando em um 4-4-2, com um losango no meio, composto por Villagra, Paulinho, Alan Rodrigues e Allan Patrick, Carbonero e Alerrandro ou Borré na frente.
Enfim, a primeira vitória chegou. Agora é vencer a Chapecoense no Beira-Rio e afastar a má fase de vez.