Com marcação frouxa, Grêmio perde para o Corinthians na Arena e Luís Castro alega: “não desisto nunca”

Talvez nada seja mais frustrante no futebol do que criar uma falsa expectativa que acaba não se concretizando. Isso se encaixa perfeitamente no trabalho realizado por Luís Castro no Grêmio nesta temporada – sobretudo pela aparente passividade nas entrevistas coletivas.

A derrota do tricolor gaúcho por 3 a 1 para o Corinthians é apenas a consequência da total incompetência dessa comissão técnica que hoje está à frente do clube. Dependendo dos resultados paralelos, como o triunfo do Santos sobre o Vitória, a equipe do técnico Luís Castro acabou entrando no Z4 do brasileiro, permanecendo com 21 pontos na tabela de classificação. Com a parada para a Copa do Mundo, efetivamente o Grêmio ficará cerca de dois meses na zona de degola.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Diante das circunstâncias caóticas na principal competição disputada no país, o técnico Luís Castro tentou achar argumentos para explicar o que aconteceu no revés na tarde deste sábado. De acordo com o comandante da casamata gremista, o número de jogadores lesionados é excessivo. O treinador também admitiu que o desempenho do time em campo é irregular.

“Nestes 150 dias de trabalho, eu assumo a responsabilidade total. Não estamos tendo a constância que gostaríamos. É uma temporada muito difícil. O que podemos avaliar desta nova construção? Um Gauchão ganho, uma Sul-Americana no 2° lugar, avanço na Copa do Brasil e dificuldade no Brasileirão. Os resultados demonstram irregularidade e ainda não conseguimos estabilizar. Isso gera castigo. Também estamos tendo lesões. Hoje de manhã eu ainda nem tinha a equipe definida e vinha tendo conversas com os jogadores e o DM. Tudo feito muito em cima. Tivemos muito trabalho nesses quatro meses, mas gostaríamos de resultados melhores”, afirmou.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Técnico do Grêmio na corda bamba

Perguntando sobre uma possível saída do comando técnico do Grêmio, Luís Castro despistou. Segundo o atual treinador do tricolor gaúcho, a análise do seu trabalho é qualificada pelos dirigentes. Embora tenha ressaltado respeitar as divergências, enfatizou que ainda nutre esperanças que as coisas irão mudar.

“Não posso fazer avaliação sobre isso. Quem avalia o meu trabalho é a direção. E os dirigentes se manifestam da forma como entendem. O que eu posso dizer é que me dedico por completo ao meu trabalho. Dedico-me com entusiasmo ao projeto do Grêmio desde que cheguei em janeiro e até hoje sempre foi da mesma forma. Sigo esperançoso de que as coisas vão andar bem. As pessoas se manifestam como se sentem e eu respeito as manifestações. Não vou desistir nunca. Em 24 anos de carreira como jogador nunca desisti. Em 30 anos de carreira como treinador nunca desisti. É uma questão de vida, uma questão de valores. Sei aceitar as vaias, sei aceitar os elogios. Não desisto nunca. Só sei trabalhar de forma digna e honesta”, disse.

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