Dou como exemplo a parada de ônibus, onde um monte de pessoas, que não se conhecem, mas tem um objetivo em comum (pegar o ônibus) formam um grupo de pessoas, onde cada um tenta resolver o seu problema (entrar no coletivo) de forma individual, quando uma equipe, são pessoas que também tem um objetivo em comum, porém se preparam, treinam e reproduzem as situações de forma organizada.
O Grêmio hoje é um amontoado de pessoas que quando pegam a bola cada um tenta resolver da sua maneira e normalmente não existe a evolução ou a finalização de forma correta.
É visível que não falta vontade, assim como na parada de ônibus, as pessoas fazem o melhor possível para entrar em 1º no coletivo, no Grêmio todos tentam, cada um com sua velocidade e capacidade intelectiva fazer algo.
O grande problema é que se colocarmos o time do Grêmio, numa parada de ônibus, o Volpi perderia o tempo de entrar, o Pavon entraria no ônibus errado, os laterais chegariam atrasados e ficariam correndo atrás do veículo, o Cristaldo seria atropelado pelo ônibus porque estaria disperso olhando para o infinito e os outros ficariam se acotovelando para entrar.
O Grêmio é um amontoado, não é uma equipe.
E tem que se organizar minimamente para não perder o ônibus que nos deixe na 1ª divisão em 2026.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.