E a história se repete.
No início do ano passado, as dúvidas já estavam no ar. O trabalho de Quinteros era contestado, a confiança não existia.
A semifinal contra o Juventude foi dramática. Classificação nos pênaltis. Alívio, mas não convicção.
E então veio a final.
O Inter nos deu uma roda. Não foi apenas derrota. Foi um choque de realidade. Foi olhar para o rival levantar a taça enquanto a gente tentava entender onde tinha errado.

Mal terminou aquela temporada e cá estamos nós outra vez.
Novo ano. Novo treinador. Mesma desconfiança.
Agora é Luís Castro quem começa sob suspeita. E, como se o roteiro fosse preguiçoso, o adversário na semifinal é novamente o Juventude.
Em 2025, vencemos o jogo de ida.
Em 2026, empatamos.
E a sensação é diferente.
Não é só preocupação. É pressentimento.
O torcedor, calejado, começa a pensar algo impensável: talvez fosse melhor nem chegar à final. Evitar mais um constrangimento. Evitar reviver a cena que ainda machuca.
E quando o gremista começa a preferir a possibilidade da derrota, algo está muito errado.
Não é medo do clássico.
É cansaço emocional.
Quando reencontraremos a nossa grandeza.