Inter e Grêmio propiciaram aos torcedores, no último sábado, um dos piores grenais das últimas décadas. Um time sem muita vontade de vencer e outro jogando para não perder.
Vanderlei Luxemburgo cunhou a célebre frase de que “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. Nada mais certo. Como eu previa, o Grêmio entrou em campo para não perder.
O Inter controlou o jogo a maior parte do tempo, como já se esperava. Mas criou pouco. Muito pouco. E as poucas chances criadas, como de costume, foram desperdiçadas.

Poucas vezes se viu tantos erros em um Grenal. Erros de passe primários. Pouca criação. O time do Inter jogou pouco, enquanto o Grêmio se defendia e parecia desinteressado em tentar ganhar.
Alan Patrick, como vem ocorrendo nos últimos jogos, jogou quase nada. Sempre se espera que ele crie oportunidades de ataque. Contudo, nesse Grenal, não criou absolutamente nada e ainda errou lances fáceis.
De positivo, Villagra, que segue jogando bem, sendo um guardião à frente da zaga, o que se pode ver facilmente pela invencibilidade do Inter e os poucos gols sofridos nos últimos jogos, e Barnabei, que apesar das deficiências defensivas, novamente se entregou ao jogo, tentando criar algo.
Estava caindo de maduro o caminho mais simples: Alan Patrick se aproximar de Carbonero e Bernabei, para atacar o frágil lado direito defensivo do Grêmio, um caminho fácil, mas que parece não ter sido percebido por Pezzolano.
Mais uma vez, Gabriel Mercado jogou com Carlos Vinícius no bolso. Não costumo falar sobre o rival, mas como foi Grenal, permito-me dizer que é um time muito fraco, que poderia facilmente ter sido batido em casa pelo Remo, não fosse a ruindade do adversário.
Um jogo para ser esquecido. Ou não…