Lembrei deste clássico do Titãs, feita em 1989, onde a letra enumera de forma exaustiva diversas doenças, infecções e condições humanas, reforçando a resistência da vida com o refrão “o pulso ainda pulsa”, mesmo diante de tanta fragilidade física e emocional. Ontem o meu pulso pulsou novamente, apesar de todas as fraquezas que o time do Grêmio vinha e vem apresentando, contra o Atlético/MG, desde o início do jogo, o Grêmio foi propositivo, enérgico, ocupou espaços, lembrou o Grêmio que todos temos na memória.

Eu vi o Amuzu dar um carrinho na lateral, eu vi um meio de campo pegador e que tinha opções do que fazer quando tinha a bola, eu vi até o Pavon fazer a melhor partida com a camisa do Grêmio e a boa estreia do argentino Nardoni. Realmente foi uma noite de adrenalina na veia, de ressuscitação.

Num primeiro tempo onde o Tricolor foi muito superior ao Galo, mas não chutou nenhuma bola em direção ao gol, passamos para um segundo tempo de TOTAL domínio do Grêmio, o gol do Atlético foi uma falha individual, pois eu também vi a zaga dos guris Viery e Gustavo Martins, não darem nenhuma chance ao Hulk e seus companheiros.
Talvez seja o começo da afirmação de algo positivo no trabalho do Luís Castro, só não pode ser a melhora da morte.
Agora é tudo Grenal, onde não há lugar para recaídas.
O pulso ainda pulsa!

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.