Quando insistir vira problema no Grêmio

Sabe quando a gente senta para ver um jogo e acaba saindo mais pensativo do que empolgado? Foi exatamente essa sensação depois de Vasco x Grêmio. A expectativa estava ali, como sempre, naquele ritual de abrir a transmissão, acompanhar cada lance e acreditar que, dessa vez, o time ia dar uma resposta diferente no Campeonato Brasileiro. Mas o futebol, às vezes, insiste em ser mais duro do que a gente gostaria.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

E nem dá para dizer que faltou sinceridade. Na coletiva, o Luís Castro assumiu escolhas, explicou que tirar Noriega foi opção técnica, que começar com o Tetê também. E isso até tem seu valor. Mas entre explicar e convencer existe um abismo… e quem tá do outro lado, assistindo, sente quando as decisões não encaixam com o que o jogo pede.

Porque o torcedor não é bobo. Ele vê o Tetê em campo e lembra do peso que essa contratação carrega. Quase 40 milhões. A maior da história do clube. E aí fica esperando aquele lampejo, aquela jogada que muda o rumo da partida… mas o tempo passa, o jogo anda, e nada acontece. É um silêncio incômodo, quase como se a promessa nunca tivesse sido cumprida.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

E aí os problemas vão se acumulando como pequenas rachaduras que, juntas, viram algo maior. O Fabián Balbuena já não consegue acompanhar o ritmo que o jogo exige hoje. O Cristian Pavón improvisado na lateral tenta ajudar, mas claramente não é dali que ele pode render mais. E no meio disso tudo surge aquela pergunta que ecoa entre um lance e outro: onde está o Marcos Rocha?

Pelo lado esquerdo, o Caio Paulista segue sendo um ponto frágil. E não é de hoje. O time perde força, perde equilíbrio, perde confiança. E quando tu vê, já não é só uma peça fora do lugar, é todo um sistema que parece desalinhado.

No fim, fica aquela conversa que a gente teria saindo do estádio ou desligando a TV. O Castro tem qualidade, dá para ver isso. Mas talvez esteja faltando soltar mais, arriscar mais, sentir mais o jogo. Porque futebol não é só estratégia desenhada, é também coragem de mudar quando tudo indica que precisa mudar.

E a gente vai seguir ali, como sempre. Assistindo, reclamando, acreditando. Mas com aquela sensação cada vez mais presente de que o Grêmio precisa se encontrar antes que seja tarde.

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