Quero começar festejando a classificação do Grêmio para as oitavas de final da Copa do Brasil, porque antes de qualquer coisa, é bom ver o Grêmio vencer e mais, essa classificação faz entrar dinheiro no cofre do clube. Faz o Pix CBF.
Agora…
Confiança X Grêmio fizeram um jogo sofrível, uma partida que nem na várzea tu consegues encontrar dois times tão desorganizados, mas do Confiança que está mal na série C do brasileiro eu não esperava nada além do que vi hoje, um time que tropeça na bola, agora o Grêmio, por favor, é um amontoado de jogadores colocados em campo por um técnico que está a quase seis meses aqui e NÃO CONSEGUIU FAZER UMA JOGADA ENSAIADA, UMA INFILTRAÇÃO ou UMA TRIANGULAÇÃO.

Os jogadores do Grêmio entram em campo e o que se vê são tentativas individuais de resolverem os problemas que a partida oferece, o lance da lesão do Gustavo Martins demonstra claramente isto. Era uma saída de bola e ninguém apareceu para receber a bola, e como vemos nos jogos de várzea, daqueles onde os jogadores se conhecem em campo, o nosso zagueiro saiu correndo desvairado pelo campo, tentando resolver sozinho.
O Confiança no 1º tempo fez algumas jogadas, nas costas do Pavon, que se tivesse um pouco mais de qualidade, levaria perigo. Talvez o Pavon esteja ali porque o jogador que deveria fazer a lateral não pode ir na última hora e ele teve que completar o time, sei que isto acontece na várzea. E como o Pavon é um cara legal, tipo aquele que leva o uniforme para lavar, na metade do 2º tempo ele passou de lateral direito para ponta esquerda.
O Kannemann, que eu amo, venero e idolatro, mostrou que não tem mais nenhuma condição de jogar e não deveria ser exposto a situações como as de hoje. Só na várzea ele estaria no banco e entraria., para sair logo em seguida para fazer o fogo e começar a assar o churrasco.
O nosso técnico transformou o time do Grêmio num time varzeano, daqueles que os caras chegam em cima da hora e são apresentados dentro do campo.
Nossa felicidade hoje foi que o Confiança tinha jogadores tecnicamente muito inferiores aos nossos e a mesma desorganização tática, mas o técnico deles chegou ontem.
O Grêmio passou pelo Confiança mas, lamentavelmente, não me passa confiança.


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.