Estamos em abril já, e o Grêmio ao invés de evoluir parece estar involuindo, não vemos nenhuma variação de esquema, não vemos jogadas ensaiadas, vemos jogadores sem a qualidade exercendo responsabilidades onde deveriam ter expertise, por exemplo, nosso batedor oficial de faltas é o Pavon. Vocês se lembram da última vez que ele fez um gol de falta? Se é que já fez algum. Vocês se lembram de uma falta batida para a área pelo Pavon que saiu gol?
O problema do Grêmio não foram as atuações horrorosas e vergonhosas dos jogos contra o Remo e Montevidéu Torque.
O problema do Grêmio, para mim, está na escolha errada de um sistema de jogo, onde os jogadores ficam fixos em suas posições e, portanto, fáceis de serem marcados.

O futebol do Grêmio me lembra um jogo de criança, eu chamava de Dedobol, em alguns outros lugares se conhece por Pregobol, onde numa madeira se colocam 22 pregos, 11 de cada lado do campo e com o dedo se impulsiona uma bola de gude, fazendo com que ela bata nos pregos e vá até o gol adversário.
O Grêmio joga de forma espaçada, com lacunas entre os setores, principalmente no meio-campo, que é pouco povoado, possibilitando ao adversário um controle tranquilo dos espaços e ocasionando que times piores em qualidade nos suplante em tática e fisicamente, pois correm melhor sem sofrerem pressão de marcação. Está na hora do Mister pensar num tradicional 4 4 2 e abandonar esse 4 3 3 faceiro e descompromissado.
E está na hora do Presidente Odorico Roman, para quem dei meu voto e confio que é sábio o bastante para conduzir os processos do clube, entrar no vestiário e lembrar o nosso técnico que o nome do clube não é GRÊMIO PREGOBOL PORTO ALEGRENSE!


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.