Recentemente fiz um procedimento cirúrgico na vista e a anestesia foi uma injeção direto no olho e, por incrível que pareça, doeu menos do que ter assistido ao Grenal de ontem.
Ainda bem que amanhã irei no oftalmo, Dr Rodrigo Pellegrini, para ele avaliar os prejuízos que este jogo causou na minha recuperação.
Que jogo horroroso, de um nível técnico baixíssimo, maltrataram a bola, mas era um Grenal, e um dos mais tensos dos últimos tempos.
O time de vermelho jogou o que sabe e pode, portanto deixarei para meus colegas colorados de Entrevero fazerem a análise do time deles.
Quanto ao Grêmio, mesmo num jogo horrível, é possível reafirmar algumas visões e abrir os olhos para outras.
Pavon, o incompetente esforçado, que não acerta um cruzamento e é o nosso principal cobrador de bola parada. É IMPOSSÍVEL que na categoria de base não tenha um guri que seja melhor que ele.
Tetê, cuja a única jogada foi dar uma janelinha no atual xodó deles, o tal de Villagra(que deveria ser expulso por aquela entrada acima do tornozelo, mas o VAR, que já havia aprontado outra vez contra o Grêmio, sequer chamou), não pode estar de titular, Tetê é um a menos em campo.

A nossa dupla de zaga ainda vai nos dar muita alegria, eu considero uma bela dupla, mas ainda está em formação, ontem o Gustavo Martins deixou de fazer o simples em muitas jogadas, e com isso entregou algumas bolas para o adversário, acho um bom zagueiro, mas ele não pode achar que é o Beckenbauer ou o Geromel. E o Viery, enlouqueceu no final do jogo.
Pedro Gabriel, entrou, sem alarde, e vem dando conta do recado, estou gostando do guri na lateral.
Arthur conseguiu dominar o meio campo, mesmo o Grêmio com minoria no setor, e ai entra a questão do esquema tático, esse 4 3 3 não dá mais, porque o ataque é abastecido somente no balão, pois não temos um armador, e se colocarmos, no 4 3 3, perdemos marcação no meio-campo. Que se volte para o simples e eficiente 4 4 2.
Foi um Grenal feio, muito feio, mas gostei da vontade que o time apresentou, completamente diferente dos 2 jogos anteriores.


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.