Tudo bem que foram flashbacks e nenhum deles fazendo referência a qualidade tática ou técnica dos grandes times do Grêmio que já tive o prazer de desfrutar, apesar de taticamente eu entender que, com as peças que temos e com o tempo de trabalho do Renato, foi o que deu para fazer, mas na vontade, na emoção e na imortalidade (posta mais uma vez a prova nos acréscimos do jogo) ah, nada foi mais Grêmio do que isto.
O Tricolor, como qualquer time grande na zona de rebaixamento, complica coisas simples, como foi no gol inacreditavelmente perdido pelo Amuzu.
Mas o que não deixou de se ver nos jogadores foi entrega e, muitas vezes, este excesso de vontade aliado a ainda não termos consistência tática, levaram a passes simples errados, muitas vezes vimos ( e eu estava no 3º anel do gelado Couto Pereira) um jogador livre, para receber o passe rápido, mas quem estava com a bola tinha que girar tentando encontrar alternativas, mas a solução estava ali, e isto, essa sincronia e velocidade da bola no jogo leva muito tempo para acontecer, não será até o final do brasileirão.

Em não tendo esta sincronia tática, só cabe ao Grêmio buscar suplanta-la na vontade, em tentar correr mais que o adversário, e também nisto, na parte física, estamos defasados, mas já se veem sinais de recuperação neste quesito, ontem no meio do 2º tempo a impressão foi de que o Coritiba tinha morrido em campo.
Foi o 1º passo, ainda temos um Everest para escalar, mas este passo foi com lembranças de times do Grêmio que já vivi, pelo menos na emoção, na vontade e naquela coisa que somente nós gremistas sabemos que existe, a IMORTALIDADE.


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.