ME LEMBREI DO VERDADEIRO GRÊMIO EM CURITIBA

Tudo bem que foram flashbacks e nenhum deles fazendo referência a qualidade tática ou técnica dos grandes times do Grêmio que já tive o prazer de desfrutar, apesar de taticamente eu entender que, com as peças que temos e com o tempo de trabalho do Renato, foi o que deu para fazer, mas na vontade, na emoção e na imortalidade (posta mais uma vez a prova nos acréscimos do jogo) ah, nada foi mais Grêmio do que isto.

O Tricolor, como qualquer time grande na zona de rebaixamento, complica coisas simples, como foi no gol inacreditavelmente perdido pelo Amuzu.

Mas o que não deixou de se ver nos jogadores foi entrega e, muitas vezes, este excesso de vontade aliado a ainda não termos consistência tática, levaram a passes simples errados, muitas vezes vimos ( e eu estava no 3º anel do gelado Couto Pereira) um jogador livre, para receber o passe rápido, mas quem estava com a bola tinha que girar tentando encontrar alternativas, mas a solução estava ali, e isto, essa sincronia e velocidade da bola no jogo leva muito tempo para acontecer, não será até o final do brasileirão.

Em não tendo esta sincronia tática, só cabe ao Grêmio buscar suplanta-la na vontade, em tentar correr mais que o adversário, e também nisto, na parte física, estamos defasados, mas já se veem sinais de recuperação neste quesito, ontem no meio do 2º tempo a impressão foi de que o Coritiba tinha morrido em campo.

Foi o 1º passo, ainda temos um Everest para escalar, mas este passo foi com lembranças de times do Grêmio que já vivi, pelo menos na emoção, na vontade e naquela coisa que somente nós gremistas sabemos que existe, a IMORTALIDADE.

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