Em mais um jogo tático horroroso do Grêmio. Conseguimos um resultado inédito contra o Mirassol. Um empate, o primeiro jogo sem perder para o time do interior paulista, e isso temos que comemorar, pois voltamos vivos para quarta feira na Arena buscar passar de fase na Copa do Brasil, isso é importante para a estima do time e para os cofres do clube.
Com certeza o Mirassol e sua pequena torcida estão desapontados em terem empatado com o Grêmio, e isso é que me deixa muito frustrado, pois já tivemos times ao longo de nossa vitoriosa história que foram “toucas”, porém estes times tinham respeito e realmente se preparavam para jogarem contra o Grêmio, mas ontem, foi visível que o Mirassol acreditou que iria ganhar a qualquer momento, tamanha a bagunça tática que o Luís Castro implantou no Tricolor neste ano.

E o Mirassol chegou a estar na frente do placar, em mais uma jogada feita nos buracos que o Grêmio deixa em todas as partes do campo, e mesmo colocando um salto alto, os jogadores de amarelo conseguiam recompor muito mais rápido e melhor que os nossos, isto também é organização tática e, se for falta de vontade dos jogadores (ouvi alguns dizerem), é falta de liderança do técnico.
Mas, como tudo na vida, as vezes o infortúnio de alguns trás o sucesso para outros, e o Mirassol se viu obrigado a ter que colocar o Muralha no gol e, no único chute do Grêmio na direção do gol, enquanto o Muralha estava lá, a bola entrou.
Depois disto, o Grêmio vergonhosamente se acovardou, como que sabendo que se transformou num time pequeno, que consegue por um milagre do futebol empatar com um time maior, e fez uma retranca que deu inveja aos técnicos do interior gaúcho nas décadas de 70 e 80.
Temos sim que comemorar este empate contra o “grande” Mirassol, mas calma lá…triste em ver no que estão transformando o meu Grêmio

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.