O ano de 2026 tem se desenhado como uma verdadeira montanha-russa de emoções para a torcida gremista. Anunciado no fim da temporada passada com a missão de liderar o futebol tricolor em um assumido "ano de travessia" (focado em responsabilidade financeira e reestruturação), o técnico português Luís Castro vive agora o momento de maior pressão desde a sua chegada ao Humaitá.

Após um início animador com título estadual, o fantasma da oscilação bateu à porta da Arena. Hoje, entre eliminações dolorosas e a luta incansável para deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão, o trabalho da comissão técnica lusitana é colocado na balança.

Copa Sul-Americana: ELIMINADO. O ponto de virada da temporada. A queda dentro da Arena para o Bolívar ligou o sinal de alerta e desencadeou uma forte onda de protestos.

Campeonato Brasileiro: 17º COLOCADO (22 pts). O grande gargalo. A permanência dentro do Z-4 faz a pressão sobre o comandante atingir níveis críticos a cada rodada.
DA LUA DE MEL AO Z-4: O QUE MUDOU?
A eliminação na Sul-Americana foi, sem dúvidas, o divisor de águas na relação entre comissão e torcida. Naquela noite na Arena, o Grêmio chegou a finalizar 31 vezes, escancarando um volume de jogo muito alto, mas uma falta de pontaria e fragilidade defensiva alarmantes nas transições.
Ao fim da partida, Castro não fugiu do desgaste e chamou a responsabilidade para si:
"As vaias foram para mim, não para os jogadores."
Com a equipe engatada na incômoda 17ª posição do Brasileirão, o clima na Arena esquentou. Parte da arquibancada já manifesta o desejo pelo retorno de Renato Portaluppi, tornando a atmosfera nos jogos em casa cada vez mais tensa.
Taticamente, Luís Castro tenta impor sua filosofia de posse de bola, construção apoiada desde a defesa e volume no ataque. O grande problema tem sido a falta de efetividade na frente e os espaços concedidos nas laterais.
O próprio treinador demonstrou lucidez quanto ao desempenho ao ser questionado sobre a queda de rendimento do elenco:
A POSIÇÃO DA DIRETORIA

Apesar do ambiente efervescente e do incômodo com a tabela do Brasileirão, a vice-presidência de futebol e a diretoria gremista mantêm o respaldo ao treinador.
Os dirigentes enxergam boa intensidade no dia a dia do CT Luiz Carvalho e tratam 2026 estritamente como um ano de recomposição financeira. A ordem nos bastidores é bancar o projeto e evitar a rotatividade no banco de reservas.
A pergunta que fica no ar é: até quando a convicção da diretoria resistirá se os resultados no Campeonato Brasileiro não vierem de imediato?