Grêmio supera Mirassol e avança de fase na Copa do Brasil; Luís Castro elogia jogadores: “se entregaram”

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O desempenho do Grêmio no triunfo por 1 a 0 sobre o Mirassol não teve nada de genial dentro de campo. Entretanto, os jogadores demostravam uma concentração que há muito tempo não acontecia. Embora o confronto fosse contra uma equipe limitada, as dificuldades foram enormes para sustentar o placar favorável. É justamente isso que o torcedor do tricolor gaúcho que comparece na Arena espera do time: entrega.

Pavón, que retornou para a posição de atacante e marcou o gol da vitória ainda no primeiro tempo, talvez tenha sido o maior exemplo da postura da equipe em campo. Com o resultado, o time gremista avançou às quartas de final da Copa do Brasil. No próximo sábado, o Grêmio recebe o São Paulo, às 16h, na Arena, pela 22º rodada do Campeonato Brasileiro.

Técnico do Grêmio elogia postura da equipe na partida

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Demostrando alivio pela classificação, o técnico Luís Castro falou em tom de desabafo na entrevista coletiva. Após sete jogos sem vencer e uma pressão enorme pela demissão do treinador, a vitória contra o Mirassol parece acender uma luz de esperança que os resultados possam melhorar daqui para frente.

 Embora a situação no brasileirão ainda esteja difícil na briga contra o rebaixamento, o resultado desta quarta-feira atenua as criticas – mesmo que elas ainda aconteçam. Segundo o comandante da casamata gremista, a apreensão no vestiário foi revertida em vontade dentro de campo.

” Digo sempre, tudo aquilo que for de críticas construtivas e respeitosas, que caiam sempre em cima de mim, e não sobre os jogadores. Os jogadores são profissionais honestíssimos que se entregam por completo, mas são seres humanos. Sentem a derrota, sentem o mau momento, sentem a crítica desrespeitosa que leva à agressividade, leva à instabilidade. Portanto, a forma como eles se entregaram, como contra o Fluminense. Parece que tudo está errado quando se perde, mesmo que existam coisas boas, e que tudo está certo quando se ganha, parecendo que está tudo bem. Não esteve tudo bem hoje, assim como não esteve tudo ruim quando perdemos. Somos uma equipe consciente, temos que dar cada vez mais, porque a torcida exige, a administração exige, mas principalmente prestígio que o clube tem. O Prestígio não tem a ver com resultados, muitas pessoas confundem. O Grêmio tem grande prestígio no mundo não só pelos resultados, mas pela forma como caminha ao longo destes resultados”, afirmou.

A pressão vinda da arquibancada era muito grande. Protestos pelas fracas atuações do Grêmio nos últimos jogos estavam reverberando como uma verdadeira avalanche – e não era para menos. De acordo com o técnico gremista, o pouco tempo para descanso gerou um desgaste físico absurdo entre os atletas. De acordo com Luís Castro, o fato da vitória não acontecer deixava as coisas ainda mais complicadas.

“A torcida é a razão da existência dos treinadores, meu objetivo é deixá-los felizes, e ver meus jogadores felizes também é meu objetivo, além de resultados e de ganhar. Claro que temos tido muito trabalho.  Trabalhar jogos com dois dias de intervalo são dinâmicas que eu tenho relutância de falar do que é meu trabalho porque o mundo é tão sofrido, pessoas que sofrem tanto neste mundo que pode parecer descabido falar do meu trabalho. Portanto prefiro dizer que talvez o cansaço me faça estar assim, são jogos sucessivos, mas estou satisfeito com a vitória porque o Grêmio já chegou 21 vezes às quartas de final, já chegou 16 vezes nas semifinais, já ganhou 5 vezes a Copa do Brasil e esteve 9 vezes na final. Portanto eu sei o significado da Copa do Brasil para a torcida e pro clube, portanto minha satisfação por dentro é enorme”, disse.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Entre os jogadores mais criticados, Pavón talvez fosse o mais cobrado dentro de campo. Com o gol da vitória sendo anotado pelo atacante argentino, o treinador do tricolor gaúcho rasgou elogios ao atleta.

“O Pavon é um jogador que já falamos de honestidade, de forma de entrega. Acho um jogador fantástico naquilo que é a sua entrega. Ele vai até os limites da sua capacidade, nunca desiste. Pode estar tudo a correr mal, mas ele não desiste, são as características que eram necessárias no jogo. Gosto muito de ver uma equipe competitiva, que, como eles costumam dizer, que sangra em campo”, ressaltou.

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