Toda vez que um time de futebol tem um grande desafio, usam a frase que terá que escalar uma montanha.
O Grêmio, pela bagunça, desorganização tática, preparo físico e o estado anímico dos jogadores deixados pela gestão incompetente e desastrosa do Luís Castro e pela omissão temporal da direção, precisará escalar um Everest para sair da situação.
O Grêmio está na base do Everest, olhando para cima ainda sem saber se e como chegará lá.
E como dizem os influenciadores motivacionais: “O primeiro passo é o mais importante para se chegar no final do caminho!”

E o 1º passo do Grêmio, agora sobre a gestão do Renato era simplesmente o Palmeiras, muito bem armado e jogando junto há muito tempo, buscando a liderança do Brasileirão.
O Palmeiras, como não podia ser diferente, foi superior o jogo todo, tudo organizado, bem ritmado, dando a impressão que os jogadores não cansam ao fazerem movimentos táticos que devem estar acostumados a repetir em treinos, realmente dá gosto de ver jogar.
O que fez o Renato, com seu grupo de jogadores acostumados a um sistema de jogo improdutivo, ineficaz e inútil que era insistentemente aplicado pelo Luís Castro. Simplesmente buscou espelhar a escalação, deu a bola para o time paulista (que apesar de tudo prefere jogar sem a bola e em ataques rápidos), e povoou a defesa e o meio, colocando o Carlos Vinicius prendendo 2 zagueiros do Palmeiras e fazendo os pontas fecharem as laterais e subirem com rapidez.
Apesar de todo o domínio do Palmeiras eu não lembro do Grêmio perder tantas oportunidades como perdeu no 1º tempo na época do Castro (mas também, se o Castro estivesse na casamata hoje nem perto da área chegaríamos), fazendo com que o Goleiro deles também tivesse uma atuação exemplar.
É claro que contamos, mais uma vez, com o melhor goleiro brasileiro em atividade no momento, Weverton é um monstro.
O que não podia acontecer hoje era perder, e isso não aconteceu. O primeiro passo dessa longa escalada foi dado.
Como disse Sir Edmund Hillary (primeiro alpinista a chegar ao topo do Everest, após uma tentativa frustrada): “Monte Everest, você me venceu esta primeira vez. Mas eu irei vencê-lo na próxima, por uma razão muito simples: você já chegou ao máximo de sua altura, enquanto eu ainda estou crescendo!”
O desafio do Grêmio tem um tamanho assustador, mas o Grêmio que vi hoje em campo irá crescer.
Se dará tempo de chegar no topo, não sei, pela vontade e disposição da equipe acredito que sim, mas a grande diferença agora é que temos um alpinista que realmente conhece a aldeia e a montanha!

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.