Que jogo feio, protagonizado por duas equipes taticamente fracas, tanto que os gols saíram de falhas. Duas equipes que jogaram com medo e totalmente desorganizadas, por isso o resultado de 1×1, apesar do pênalti sonegado ao Grêmio no 1º tempo é a imagem que mais pode retratar o Grenal 455, O GRENAL DO FIM DO MUNDO.
Talvez seja, por um longo tempo, o último Grenal que tenhamos visto na 1ª Divisão Brasileira.
Mas vamos ao Grêmio, que é o que me interessa.
O Grêmio entrou no jogo buscando fazer algo que não sabe ainda(e não sei se dará tempo de aprender), jogar futebol coletivamente, enquanto o adversário fez o básico, matava todas as jogadas com faltas, com a conivência do juiz. Não culpo o time de vermelho por fazer isto, inclusive estou no grupo das pessoas que acreditam que faltas fazem parte do jogo, o clube da Padre Cacique fez 26 faltas, enquanto o Grêmio fez 10, apenas 10.
Mais um Grenal que o juiz e o VAR não conseguem ver um pênalti claro a nosso favor, sim sei que fomos beneficiados contra o Remo, mas é impressionante que todos os Grenais sejamos prejudicados, em lances simples.
Outra vez o grande nome do jogo para mim foi o Wallace, que além do gol colocou no bolso o ataque adversário, com um justo destaque a atuação do Pavon, de quem sou crítico, mas ontem fez um jogo bem aceitável.
O gol que o Grêmio tomou foi exatamente o que escrevi acima, tentou fazer o que não sabe ainda, não se passa uma bola na saída da área com o jogador cercado e o jogador cercado tem que ter a sabedoria de dar um bico na bola para se livrar dela neste tipo de situação.
Está tudo errado no Grêmio, a mistura que esta gestão fez de futebol com política está levando o clube a esta situação, NÃO PODE, absolutamente NÃO PODE, antes de um GREnal decisivo um candidato ao governo do estado entrar no gramado! O que ele estava fazendo ali? Para que? Por quê?
NÃO SE MISTURA GRÊMIO COMO POLÍTICA!
Enfim, não sei se dará tempo de salvar e a culpa de estarmos onde estamos é toda do Presidente Odorico!


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.