Quem assistiu o 1º tempo de Grêmio X Santos, viu o mais do mesmo do que o tricolor tem apresentado ultimamente, um time desconectado, sendo amplamente dominado pelo adversário, buscando jogar de forma reativa, mas não passando do meio campo na maioria das jogadas, ou seja, o cardápio de opções apresentado pelo time desde o começo deste campeonato nacional, um absoluto nada.

O Santos, que é um dos piores times deste campeonato jogou o 1° tempo na Arena como se estivesse escalado com Gilmar; Lima , Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, e treinado pelo histórico Lula, tamanha a facilidade que envolvia o Grêmio, principalmente no setor de meio campo e fazia a grande maioria de seus ataques pelo lado direito da defesa tricolor.
Mas mesmo assim, pela absoluta ruindade deste Santos atual, tomamos o 1º gol por falha tenebrosa do tenebroso Caio Paulista, que até agora se mostra como uma daquelas contratações ilógicas e sem nexo, e o pior, foi falado isso na época em que foi contratado, e mesmo assim, foi contratado – daqueles mistérios do futebol que ninguém entende, se é que me entendem.
Já o 2º tempo foi um roteiro bem diferente, apesar de ter testado a torcida com mais uma falha individual que resultou em outro gol do Santos, desta vez do Enamorado, que não esteve bem ontem.
O Grêmio foi incisivo, teve atitude e dominou o Santos.
Tetê foi pela primeira vez, desde de sua contratação, decisivo. Fez gol, criou jogadas e ajudou na marcação, foi vibrante como não havia sido ainda. Que grata surpresa essa atuação do Tetê.
Carlos “cheira a gol” Vinicius, fez 2 gols, e dito isto, fez o que tem que fazer. Vi torcedores reclamando que ele não tem velocidade e que só sabe fazer gol(????). O que eu devo responder?
Amuzu é uma joia preciosa, com uma ótima capacidade de entender o jogo. No 1º gol do Grêmio, assumiu a jogada, saiu de sua posição e cruzou lateralmente o campo, tirando o conforto da defesa santista, e de lá fez o cruzamento perfeito na cabeça do Carlos Vinicius.
Braithwaite atuando como homem de ligação começou a aparecer com toques rápidos.
Mas o Homem que mudou o destino do jogo contra o Santos do Rei Pelé, foi o nosso Rei, o Rei Arthur da bola redonda, ele entrou e dominou o meio-campo, clareando as jogadas com a leveza de quem houvesse tirado a Excalibur da pedra. Arthur transformou um jogo onde éramos dominados para uma partida onde viramos dominadores.
Apareceu em todos os espaços do campo, desarmando, antecipando, acalmando e criando. Deu um passe genial para o Tetê marcar o 4º gol, que só não aconteceu porque o Tetê quis colocar a bola no ângulo – era só jogar no lado do goleiro.
Era só o Santos, esse atual que é sofrível, mas que belo segundo tempo do Grêmio ontem.
Arthur inverteu o jogo, aliás a palavra Arthur lida de trás para frente, “ruhtra” no idioma hindi, quer dizer maior, e ontem ele foi o maior do jogo.
Vida longa ao Rei Arthur.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.