Nem seria esperado que houvesse uma mudança significativa no desenvolvimento tático do time dentro do campo contra o Botafogo no RJ, Felipão teve, se tanto, 2 treinos.
Mas, um olhar mais apurado verá que, por exemplo, os pontas não ficaram abertos e isolados, grudados na linha lateral, como era no tempo do Luís Castro, eles cortaram para o meio e, com isto, ajudaram a preencher o meio campo, tanto que o Grêmio fez um 1º tempo bastante aceitável e bem acima do que vinha fazendo, principalmente fora de casa.
Outra mudança, esta mais significativa, o Grêmio teve posse de bola, sinceramente não lembro de qual jogo fora que o Grêmio foi superior na posse de bola.
Ainda apresentamos um espaço muito grande entre o meio e a defesa, fazendo novamente que o time adversário conseguisse trabalhar neste espaço e de onde se gerou os gols do time da estrela solitária.

Este trabalho de compactar o time leva tempo, muito tempo, depende de rotina e repetição, e o Grêmio levou muito tempo para trocar o incompetente do técnico anterior. Como escrevi na coluna anterior, pode não dar tempo das mudanças necessárias em razão do atraso da direção.
No 2º tempo, outra mudança e esta comportamental, o time não desistiu nunca e inclusive buscou o resultado de empate, e aqui temos algo que não mudou, mais um jogo o Grêmio sendo absurdamente prejudicado pela arbitragem/VAR, ao ponto do narrador e comentaristas do jogo no Premiere colocarem sob suspeita a marcação (e eles são do centro do país).
Não adianta notinha nas redes, a direção tem que desembarcar em peso HOJE AINDA na CBF e cobrar fortemente esta vergonha (ou seria VARgonha?) que fizeram com o Grêmio! Este ponto poderá fazer falta lá na frente, e notinha de desculpas da CBF depois, não trarão a justiça.
Mas voltando a mudança comportamental do time vista, tanto no primeiro tempo, com relação a posse de bola, quanto no segundo tempo, com relação ao espirito de não desistir, esta mudança tem relação direta a termos alguém na casamata que, além de competência, conseguem fazer os jogadores entenderem e RESPEITAREM a camisa que estão vestindo.
Será difícil (por culpa única e exclusiva da demora da direção), mas pelo que vi ontem, apesar de mais uma derrota fora de casa, lutaremos como Grêmio e quando este espírito entra em campo, a imortalidade aparece com força, como seria ontem, se não fosse o VAR!

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.