Durante a Idade Média, muitos grupos religiosos de pessoas se chicoteavam como forma de pedir perdão por culpas que acreditavam ter.
Assistir esse time do Grêmio de hoje jogando é, sem duvida alguma, um ato de penitência e expiação. Sinceramente, não sei o que nós, torcedores do Grêmio, fizemos para sermos punidos assim.
E olha que hoje, em razão da quantidade de desfalques, o time mudou de sistema, entrou com um interessante 3 5 2, e enquanto esteve jogando contra 11 do Athlético, esteva dominando o jogo, porém após a expulsão justa do jogador do clube paranaense (que também deveria ter tido expulso o jogador que solou a coxa do Weverton), o Grêmio simplesmente se acomodou em campo.

Foi um time burocrático e sem demonstrar ambição, ficou grande parte do jogo trocando bola de um lado para o outro sem infiltrar, sem chutar, enfim, parecia que estava satisfeito com o empate.
E, se não bastasse tudo isso, no único cruzamento que o Pavon conseguiu acertar a bola caiu na cabeça do André. Não, os deuses do futebol não seriam tão benevolentes, e é claro, cabeceou para fora.
Afora esse lance o Grêmio só teve mais um chute do Willian que quase arrancou a cabeça do zagueiro.
Foi um jogo cansativo, irritante e decepcionante, mostrando mais uma vez que não temos uma jogada ensaiada, não temos triangulações e não temos infiltrações.
Tem algo muito errado num time onde se vê que as soluções dependem somente da individualidade.
Com certeza os “Flagelantes” da Idade Média se chicoteavam porque não tinham como assistir os jogos do Grêmio do Mister Luís Castro.
Hoje foi doído, tem que acreditar muito que essa auto punição que estamos fazendo nos livrará de todo o mal e nos levará a Shambala.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.