Três pontos e um vazio no peito: a vitória que ninguém conseguiu comemorar

Tem dias em que o futebol para de ser só futebol, né? O Grêmio foi lá, fez o dever de casa, venceu o Vitória e encostou no G-4 do Brasileirão… mas, sendo bem sincero contigo, essa vitória ficou em segundo plano. O apito final nem teve aquele gosto completo. Porque quando o Marlon caiu, tudo mudou.

Eu fiquei sem chão. Na hora, não parecia só mais uma lesão. O silêncio no estádio, a preocupação dos jogadores, a forma como ele saiu… deu um aperto diferente. A gente que acompanha futebol há anos sente quando não é algo comum. E ali, naquele instante, o jogo perdeu cor. O gol, os três pontos… tudo ficou pequeno.

Foto: Alana Schneider/ge

E vou te confessar: aquilo me deu um gatilho forte. Na hora, veio na cabeça a cena do Ronaldo Nazário, lá em 2000, contra a Lazio. Aquela ruptura do tendão, ele caindo sozinho, o joelho cedendo… uma das imagens mais duras da história do futebol. Não estou dizendo que é a mesma coisa e tomara, do fundo do coração, que não seja , mas a sensação de medo foi parecida. Aquela angústia de ver um jogador indefeso, entregue à dor.

Porque no fim das contas, a gente cobra, critica, vibra… mas esquece que ali tem um cara, um ser humano. E o Marlon vive um momento importante com a camisa do Grêmio. Ver ele sair assim dói em qualquer torcedor, até nos mais cascudos. É o tipo de lance que faz a gente lembrar que futebol também machuca de verdade.

Então hoje, mais do que falar de tabela, de G-4 ou de desempenho, eu só consigo desejar força. Força, Marlon. Que não seja nada tão grave, que a recuperação venha com calma e que tu volte mais forte. Porque a vitória veio, sim… mas o que todo gremista queria mesmo era sair desse jogo com o coração leve. E isso, infelizmente, não aconteceu.

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