Antes de entrarmos no jogo propriamente dito, tenho que fazer alguns comentários sobre a nova camisa tricolor do Grêmio que foi lançada nessa partida contra o Vitória.

Nunca vi tantas camisas no dia do seu lançamento desfilando no entorno da Arena, o que é um ótimo sinal, mas não posso me furtar de dar a minha opinião pessoal, talvez até conservadora nesse quesito, mas não se brinca com a camisa tricolor do Grêmio, ela já é linda por si só, e o que fizeram nessa nova foi tentar transforma-la num Abadá, com degrade, dourados em profusão. Dentro da cancha, e olha que fico na gramado sul, no nível do campo, ela ficou muito escura e com os números dourados poluindo o manto. Tinha que mandar prender que aprovou essa camiseta.
De Grêmio e Vitória deu o que se esperava, o Grêmio dominou o jogo e ganhou.
Que baita zagueiro é o Viery, parece um veterano jogando, os argentinos do meio campo, Perez e Nardoni dominaram o espaço, e na frente Amuzu e Enamorado ditaram o ritmo das escapadas e lances perigosos.

A tristeza do jogo ficou pela lesão do Marlon, uma baita cara, um gremista de verdade dentro do campo, um líder de grupo. A Arena gelou na hora do lance, confesso que virei para trás depois que o vi segurando a perna para o alto. E a grandeza desse cara, entrou na ambulância agradecendo o carinho da torcida, mesmo já sabendo da dimensão da lesão e com a dor que deveria estar sentindo, não esqueceu do torcedor do seu time de coração. Marlon estamos contigo e que se recupere o mais breve possível.
Temos time para buscar coisas melhores neste ano, como diria o técnico do nosso próximo adversário, “Eu acredito no meu grupo!”

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.