Eu me acostumei quando via Grêmio X Flamengo na tabela do campeonato a contabilizar 3 pontos para nós, o histórico do confronto mostra claramente a superioridade do Tricolor nesses confrontos.

Ontem, na Arena, me senti como um torcedor do time do sindicato dos atletas quando enfrentam o Grêmio na pré-temporada, e querem saber, é um sentimento horrível, porém o risco que estamos correndo é, está se tornando um sentimento confortável esperar a derrota do Grêmio, pois, lamentavelmente basta olhar para o campo e ver que o Imortal não tem, e já se vão 5 meses, uma jogada ensaiada sequer, uma triangulação, uma jogada de infiltração, enfim, coisas básicas e simples que se encontram em qualquer time. No Grêmio vivemos dos balões do Weverton, do confronto físico do Carlos Vinicius contra 2 ou 3 zagueiros e de algum lampejo de individualidade de algum jogador.
Mas vejamos, temos o Weverton, um baita goleiro; os zagueiros Viery e Gustavo Martins, que apesar de jovens, podemos considerar uma boa dupla de zagueiros; ainda temos o Arthur, que não jogou ontem, mas vamos combinar, é um bom jogador; agregamos a estes o Amuzu e o Carlos Vinicius, que são belos atacantes. Já são 6 jogadores confiáveis, e se um treinador não consegue armar uma espinha dorsal com esses jogadores, tem algo errado com esse treinador. Isso que nem falei em Gabriel Mec e o Pedro Gabriel, que estão surgindo e também são bons jogadores.

O Flamengo não suou o uniforme, caminhou em campo, brincou de jogar bola enquanto no Grêmio pareciam baratas tontas correndo, correndo, correndo em volta do tubo de mata insetos.
O Flamengo superou o Grêmio, tática, técnica, física e moralmente.
Dirão alguns, mas foi só 1×0. Ainda bem que temos um baita goleiro, pois se não fosse ele, hoje o dia estaria ainda pior.
Eu não sou torcedor do time do sindicato dos atletas para me conformar com o que eu vi ontem.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.