O futebol realmente não é justo, e talvez isso faça ser um dos esportes mais fantásticos que existem em razão dessa injustiça.
Ontem, no jogo entre Grêmio e Remo, na Arena, o clube paraense, que ocupava a última posição na tabela de classificação do brasileirão, não mereceu o empate, foi um empate injusto. O Remo merecia sim sair com a vitória da Arena, em mais uma partida vergonhosa e horrorosa do Grêmio, nesse eletroencefalograma que já estamos acostumados, de jogar uma ou duas partidas bem e três ou quatro ruins, mas ontem foi muito, mas muito constrangedor.
O Remo, que teve que atravessar o país para jogar aqui no sul, ganhou todos os combates físicos, sobraram em campo até terem um jogador expulso, e, mesmo com 10 em campo, por mais de 30 minutos, não deram chances ao Grêmio, salvos as que vieram de chuveirinhos para a área.

Me pergunto, será que o preparador físico do Remo é tão melhor assim que o do Grêmio? Sim, perdemos no físico, no volume e na vontade.
Também me pergunto, será que o técnico do Remo é tão melhor assim que o do Grêmio? Pois vi jogadas organizadas, ensaiadas e triangulações no clube azulino que não consegui ainda ver no Tricolor.
Por essas coisas do futebol, ainda bem que os jogadores do Remo não tem a habilidade de transformar a vantagem física e tática em gols.
O único atleta do Tricolor que mereceu aplausos foi o Weverton, nosso goleiro, que evitou não só a derrota, mas uma derrota até vexatória. Ontem, ainda bem que não existe justiça no futebol.
Enquanto me preparava para escrever essa coluna recebi a notícia da morte do Grande Juarez, o Tanque, centroavante histórico do tricolor, que eu tive a honra de conhecer numa homenagem feita, em vida para ele, pelo grupo O Grêmio de Todos, no Bar do Lupi. Uma conversa saborosa, cheia de gremismo.
Obrigado Juarez!


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.