
Definitivamente a derrota do Grêmio por 1 a 0 contra o Bragantino não refletiu o que foi o jogo – o placar poderia ter sido ainda maior. Com um desempenho monótono e sem sangue, a vitória da equipe do interior paulista sobre o tricolor gaúcho foi absolutamente justa. Apesar de alguns poucos lampejos, durante os 90 minutos o time gremista foi completamente dominado em campo. A mecânica do time simplesmente não funciona. Se mantiver atuações pífias, será um longo segundo turno de brasileirão.
Cabeceando sozinho na pequena área, Gustavo Marques anotou o gol da vitória do massa bruta ao 49 da etapa complementar. Embora tenha se mantido na 15° posição na tabela de classificação, o Grêmio tem pontuação de times que estão no Z4 do brasileirão. Na próxima quinta-feira, o tricolor gaúcho encara o Internacional, no estádio Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil, às 20h.
Técnico do Grêmio justifica dificuldades do time em campo

O domínio do Bragantino sobre o Grêmio é incontestável, disso não há discussão. Embora tenha conseguido em uma ou duas oportunidades par marcar o gol, o tricolor gaúcho teve mais um desempenho digno de rebaixamento. O time comandado por Luís Castro foi inferior ao adversário técnica e fisicamente.
Na entrevista coletiva após mais uma derrota, o treinador gremista buscou analisar o resultado negativo. Segundo Castro, a oscilação do Grêmio na campanha do Campeonato Brasileiro é apenas um mero acaso do futebol.
“É importante hoje falar do jogo, daquilo que aconteceu, pois acho que tivemos organização. Fomos mal nos primeiros 20 minutos, mas depois, na parte final, sofremos na minha opinião de forma injusta o gol do Bragantino. Os números não escondem a nossa campanha fora de casa. Alguns jogos ruins, como contra o São Paulo e Atlético-MG. Há empates pelo meio e situações que poderíamos ter pontuado mais. Mas confio no trabalho da equipe”, disse.

Sobre as cobranças que sofre por estar disputando o rebaixamento num clube do tamanho do Grêmio, o técnico Luís Castro desabafou. De acordo com o treinador, a pressão exercida em relação ao seu trabalho não leva em consideração outros fatores extracampo.
“Tudo é resumido ao resultado. Essas são as regras das pessoas, da sociedade, é desta forma que temos que ir em frente. Confio no dia a dia, na seriedade e no trabalho dos jogadores. Não treino há 1 ano, mas há 30. Ninguém abre os treinos, por que o Grêmio vai fazer? Temos é que apresentar melhores resultados. E nós trabalhamos muito para que isso ocorra”, afirmou.
Puxando a responsabilidade para si, o comandante da casamata gremista diz ainda acreditar que o rumo ainda pode mudar – mesmo já entrando na reta final do ano sem conseguir montar um time minimamente competitivo.
“O treinador é o responsável por tudo que envolve o resultado. Essas são as regras, jamais vou esconder isso. Nunca vou culpar meus jogadores. E jamais fiz isso nos meus 30 anos de carreira. Eu entendo que o meu grupo trabalha muito bem, tanto que nos reerguemos depois de um início ruim. Eles acreditam no trabalho e não mereciam essa derrota”, finalizou.