Esta coluna vinha alertando a necessidade vital de demissão do fanfarrão bem falante do Luís Castro desde muito antes da parada para a Copa do Mundo.
Bastava ter visto um jogo de futebol na vida, ou ter chutado uma bola de meia no “recreio” do colégio para saber que esse cidadão não tinha a menor capacidade de ser um treinador de futebol minimamente capaz de organizar uma equipe.
A teimosia dele em armar o time sempre no mesmo esquema, mostrava que era o único sistema que ele sabia, e mesmo assim, dentro deste esquema, invariavelmente escolhia as peças erradas e os movimentos improdutivos e ineficazes.
Mas a nossa diretoria, que talvez não tenha realmente ninguém que entenda de futebol, quis parecer, com a arrogância típica dos néscios, que as coisas iriam mudar e o Grêmio passaria a jogar futebol.
O futebol é simples, muito simples, e o Grêmio tem um elenco melhor que no mínimo 14 times deste brasileirão, mas um exército por melhor que seja individualmente depende das estratégias e decisões de seu comandante, não por menos chamamos o banco de reservas aqui no RS de Casamata.
A direção não acerta em demitir o Luís Castro agora, ela apenas se protege da porcaria que ela mesmo alimentou, tirando aquele que nunca deveria estar ali no comando do time, e com a covardia dos ineptos, poder dizer no futuro, se pela letargia desta ação, as coisas não derem certo: “nós ouvimos a torcida e trocamos o treinador, fizemos o que era possível”. Não, não fizeram, pelo menos no tempo que deveria ter sido feito.
Antes tarde do que mais tarde, mas poderá ser tarde demais.
Agora só nos resta torcer para que o próximo treinador faça o simples e o suficiente para chegarmos aos 45 pontos.


Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.