A obra escrita em 1886, pelo escocês Robert L Stevenson, no original “Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde” ou como é conhecido aqui, o Médico e o Monstro trata do fenômeno de múltiplas personalidades, quando numa mesma pessoa existem uma personalidade boa e outra ruim.
O Grêmio é exatamente isso, tem vezes que encanta por uma atuação muito boa, deixando a torcida esperançosa, fazendo contas para pegar uma vaga na pré-Libertadores e, logo na partida seguinte faz um jogo horroroso, um filme de terror, um time monstrengo, fazendo a torcida desejar logo os 45 pontos e terminar o campeonato.

Se bem que no jogo de hoje, o Mano Menezes assumiu a personalidade do cientista Victor Frankenstein, da obra escrita por Mary Shelley em 1818 e colocou em campo um arremedo de time, feito com alguns jogadores que são uns mortos em campo, transformando num time desconexo e que saiu do primeiro tempo escapando de um placar maior. No 2º tempo, tomou a poção do Dr Jekyll e até deu uma melhorada, mas mesmo assim insuficiente para recuperar as atrocidades feitas pelo Sr. Hyde no 1º tempo.
E assim vamos vivendo esse ano de 2025, a cada jogo um time com uma personalidade diferente. Lembrando ao Mano Menezes que o monstrengo feito pelo Dr Victor Frankenstein no final da história se voltou contra ele.
Chega logo 2026, e sem obra de ficção e terror pro Imortal.

Fernando Junqueira nasceu num 10 de março de 1967 e no dia 12 de março o Grêmio estava em campo contra o Santos de Pelé no Olímpico. Conta a história da família que o pai estava ao lado do berço do bebê Fernando, com um rádio (daqueles grandes da época), que se colocava no ouvido e gritou muito alto quando o Alcindo fez o nosso gol e que nesse momento Fernando levantou os dois braços e chorou de emoção e desde então nunca mais parou de se emocionar com as cores preto, azul e branco.
É palestrante e consultor de empresas, diretor da Fernando Junqueira Desenvolvimento Empresarial e autor dos livros: AVENTURAS IMORTAIS I e II e também do O que fazer para RH dar lucro.